quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A Criação de Personagens e Seus Arquétipos Para Utilização Em Uma Marca


Hoje resolvi voltar a falar um pouco sobre design, já que este é o foco deste blog. As camisetas continuo fazendo, mas agora vc as encontrará no site próprio da Stoza Camisetas.

Faz tempo que venho querendo atualizar aqui, mas este mesmo tempo se tornou um pouco escasso para mim, já que voltei aos estudos e tenho de concilia-los com os trabalhos e um pouco de vida social (quando posso, ha!)

Nestes meus estudos venho (re) aprendendo que design é muito mais que um simples desenho, é técnica projetual, é gestão, é desenho, é tudo isso e mais. Mas vamos deixar isso para outro post mais longo.

É muito bom voltar à academia (por favor, não confundam com academia de ginástica, ok?) e obter novos conhecimentos e relembrar de alguns conhecimentos esquecidos durante este meio tempo entre a faculdade e a pós-graduação.

Na pós-graduação, temos como trabalhos de algumas matérias, escrever um short-paper de uma única página sobre o assunto da matéria que estamos aprendendo, então aproveitarei este espaço do meu blog para colocar aqui alguns destes short-papers que escrevi. O Primeiro desta leva será o da matéria de Psicologia e Criatividade Aplicada, onde aprendemos sobre os arquétipos e vimos as suas ligações com o design. Espero que gostem.

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No livro A Emoção das Marcas, de Marc Gobé, o autor apresenta o conceito de marca emocional, uma marca que está emocionalmente “conectada” com as pessoas, oferecendo – e trocando – novas experiências. O termo emocional quer dizer como uma marca se comunica com os consumidores no nível dos sentidos e das emoções. Isso significa que conhecer as necessidades emocionais e os desejos das pessoas é a chave do sucesso de uma marca. Para se criar uma marca emocional, o gestor de design deve saber como e qual arquétipo utilizar para passar as emoções e experiências exatas ao consumidor, segundo Pearson e Mark (2003: 35) “Os arquétipos enobrecem a vida ao enfatizar seu significado. Por exemplo, uma pessoa se sente atraída por outra sem vivenciar o significado, mas no momento em que ambas se conectam à história de amor, o arquétipo do Amante é evocado e o mundo se enche de vida. Do mesmo modo, você pode se divertir numa viagem cruzando o país, mas se vocë faz essa viagem para encontrar seu pai desaparecido há muitos anos (ou para descobrir a alma de seu país, para se autoconhecer ou em busca de fortuna), o arquétipo do Peregrino ou Explorador é ativado e a experiência se torna plena de significado. De certo modo, o significado arquetípico é aquilo que torna as marcas vivas para as pessoas.". Pretende-se neste artigo mostrar a importância da utilização de personagens e seus arquétipos na criação e utilização de uma marca. Através de uma pesquisa básica realizada em Gobé (2002) e Surrel (2009) nota-se a preocupação que se existe quanto a criação de um personagem e sua importância, seja na literatura ou na hora de compor uma marca. Na literatura tem-se como exemplo a adaptação para o cinema do clássico “A Bela e a Fera”, feito pelos estúdios Disney. Na história original Bela era uma personagem que tinha suas ações ditadas pelas duas figuras masculinas de sua vida (seu pai e a fera), quase como uma devoção cega a essas duas figuras. Este seu arquétipo funcionaria muito bem em um filme dos anos 1950, mas não seria aceito pelo público nos últimos anos do século XX. A personagem precisa sofrer uma nova roupagem para as telas do cinema, fazendo com que o público se identifique com ela, Furrel (2009: 38) então mostra no que a nova Bela se tornou, “É uma personagem forte e independente, que vira de pernas para o ar a ideia de uma princesa tradicional da Disney. No final, a história mostra uma Bela que, em todos os detalhes, é tão importante e tão poderosa quanto a poderosa Fera, com quem compartilha metade do título do filme. Na criação do roteiro, a Bela se tornou um modelo positivo para a nova geração de garotas que adotariam essa personagem e essa história, exatamente como ocorreu na época de Disney, com o modelo apresentado por Branca de Neve e Cinderela.”. Já na área do design, Gobé (2002: 200) mostra como criou uma personagem para a criação da nova marca das Lojas Express, baseada na princesa Stephanie de Mônaco, uma jovem de espírito independente, força de caráter e criativa com uma educação de sangue azul, características primordiais que criariam um vínculo com os clientes que a loja queria: “Criamos um quadro visual que transmitiria de forma imaginativa o estilo de vida dessa cliente potencial, essa personagem pseudocientífica e complexo, como fundamento e inspiração para o nosso trabalho.”. Pode-se concluir com este artigo que a criação de personagens e seus arquétipos está intrinsecamente ligada à criação de uma marca que queira ter uma comunicação total com os seus usuários.

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Referências

GOBÉ, Marca. A emoção das marcas: conectando marcas às pessoas/ Marc Gobé; tradução de Fulvio Lubisco. - Rio de Janeiro: Campus, 2002
PEARSON, C.S. e MARK, M. O herói e o fora-da-lei. – São Paulo: Cultrix, 2003b
SURREL, J. Os Segredos dos Roteiros da Disney: Dicas e técnicas para levar magia a todos os seus textos. – São Paulo: Panda Books, 2009

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Bazinga! - ERRATA!

Pessoal,

Depois de receber alguns comentários em particular e muito pesquisar, descobri que estão usando atualmente DUAS maneiras de se escrever "Bazinga", uma somente com um "Z" e outra com "ZZ".

Quando fizemos o modelo da camiseta, por acreditar inicialmente que se escrevia com "ZZ", acabamos fazendo com este grafismo. Agora sabendo que existe as duas maneiras, preferimos escolher pela versão que usa somente um "Z" por acreditar que seja o mais certo de se escrever mesmo.

Então segue abaixo a versão corrigida da camiseta. Os valores e cores continuam os mesmos, sendo que temos as camisetas no modelo t-shirt (disponíveis nos tamanhos P, M, G, GG e XG) e também no formato baby look (consulte-nos para informações sobre o tamanho).

Garanta JÁ a sua!

BAZINGA!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

BAZZINGA!

Salve, Salve, Pessoal!

Como vocês bem sabem, o Designmania junto com o Cupopin criou uma camiseteria, que é a Stoza Camisetas, e estamos tentando trazer sempre novos modelos para vocês. Modelos estes de camisetas que achamos divertidas de usar no nosso dia-a-dia.

Já lançamos o modelo do Apagão e o modelo I Support Single Moms, como vocês devem lembrar. E é com um imenso prazer que anunciamos agora o lançamento de mais um novo modelo de camisetas, é com prazer que anunciamos a camiseta BAZZINGA!



Fala sério, quem é que não dá gargalhadas quando Sheldon Cooper solta um Bazzinga nos episódios de The Big Bang Theory? Por isso estamos lançando este modelo para que todos possam liberar o nerd que existe dentro de si...

Estamos inicialmente com dois modelos de cores, azul e vermelho, mas já estamos estudando outras possibilidades de cor para lançarmos. O Valor de cada camiseta fica em R$ 30,00 + o Frete.

Para maiores informações e/ou encomendas, basta entrar em contato conosco através de comentário no post, mensagem direta no twitter (@stoza_camisetas) ou por e-mail (stoza.camisetas@gmail.com).

Vamos lá, não perca esta oportunidade e libere o nerd que existe dentro de você!

BAZZINGA!



quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Enquete

Pessoal, precisamos da sua ajuda! Estou, junto com o Daniel do cupopin criando uma marca para vendermos nossas camisetas (como a do apagão, que lançamos recentemente aqui no blog).

Depois de semanas pensando em nomes, chegamos a quatro finalistas, que estamos colocando em uma enquete (ao lado) para vocês votarem e escolherem o nome que mais gostaram.

Além do voto, vocês podem deixar suas opiniões aqui mesmo no comentário do post, prometemos que vamos ler tudo com carinho e analisar todas as opiniões antes de tomar qualquer decisão.

E os quatro nomes finalistas são:

- Ameixa Preta;
- Máfia;
- Molhada;
- Vaca Preta

É isso pessoal, estão aí os nomes, escolham o que mais gostaram e votem. Sua contribuição é muito importante para nós.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Especialização em Design

A Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC lançou na última semana o seu curso de especialização em gestão de design. A Universidade já possui o programa de mestrado em Design com suas duas linhas de pesquisa, Gestão Estratégica e Hipermídia Aplicada.


O curso possui uma carga horária de 420 horas aula, distribuídas em disciplinas de 30 h/a ministradas às sextas-feiras (no período noturno) e sábados (período matutino e vespertino), no bloco A do CCE (Centro de Comunicação e Expressão) da UFSC em Florianópolis, no período de 18 meses, tendo previsto para o início das aulas o mês de março de 2010.

O corpo docente conta com professores da própria UFSC, da Universidade Federal do Paraná e Universidade Estadual de Londrina, além de contar com a presença do professor Barnabé Hernandis, da Universidad Politécnica de Valencia (Espanha), que vem trabalhando com projetos no âmbito internacional na área de gestão.

Para maiores informações sobre o curso e sua possível inscrição, basta clicar aqui. Entrei em contato com a FAPEU para saber mais sobre o curso e descobri que a procura por ele está grande, então quanto antes fizerem suas matrículas, melhor, já que o curso possui apenas 30 vagas.

Eu já me matriculei.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Camisetas Apagão!

É isso aí pessoal, nada mais justo que uma brincadeira saudável sobre o apagão que ocorreu hoje em boa parte do Brasil.

Por isso estou lançando, em parceria com o site CUPOPIN e dois MODELOS EXCLUSIVOS de camisetas brincando com o ocorrido.

Se você sobreviveu ao apagão ou quer presentear alguém que tenha sobrevivido, basta entrar em contato por e-mail (stodieck@gmail.com) ou via mensagem direta no twitter (@waltao ou @cupopin) para saber como adquirir a sua.

PEÇA JÁ A SUA!
Os valores de cada uma sairá por R$30,00 + Frete.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

22 de Abril - Dia da Terra

Ontem foi o “Dia da Terra” e para quem não sabe, ele foi criado em 1970, pelo então senador Estadunidense Gaylord Nelson. Sendo um ativista ambiental, teve como ideia a criação desta data com a finalidade de criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger a Terra. (Para saber mais sobre o dia da Terra, entre aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_da_Terra)

Ok, e o que isso tem a ver com o design? Tem tudo a ver!

Nós como designers devemos estar sempre atentos para usar tecnologias menos poluentes e/ou que agridam menos (de preferência que não agridam) o meio ambiente.

Hoje em dia existe uma grande gama de materiais “ecologicamente correto” para usarmos em nossos projetos, tanto de design gráfico quanto de design de produto. Mas infelizmente, dependendo do projeto, sai mais caro realizar um projeto ecologicamente correto do que fazer um com os materiais padrões de hoje em dia.

Bons exemplos de projetos de design ecológico podemos encontrar no blog “Design Ecológico” que traz em suas atualizações produtos feitos com uma consciência ecológica.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

DICAS - Como NÃO criar uma Identidade Visual

No meio profissional do design, existe uma frase que é muito usada com tom jocoso que é "No mundo, nada se cria, tudo se copia", que é uma clara paródia da velha máxima dita por Lavoisier que diz "na natureza, nada se cria, nada se perde. Tudo se transforma".

Infelizmente muitos "profissionais" de design levam esta frase a sério e (acredito que) em um momento de falta de criatividade, decidem (sem eufemismo nenhum) utilizar-se das idéias de outras pessoas e "criar" uma identidade visual igual a uma já existente.

Aqui vai um exemplo do que eu acabei de falar:

Abaixo vocês podem ver a foto de um Shopping aqui de Florianópolis, o Floripa Shopping. Reparem na logo do shopping e vejam se ela lembra alguma outra coisa.


Não lembrou de nada? Talvez ajude se tiver uma imagem maior da logo...

Agora olhe a imagem abaixo, quem sabe você se lembra.

Pois é, esta imagem acima é da logo do video-game Nintendo 64, de uma empresa mundialmente conhecida e que na época do seu lançamento, mesmo quem não tinha, conhecia o que era um nintendo 64 (:P), afinal se alguém não tinha, provavelmente o seu vizinho teria...

Se você for perceber, não fizeram questão nem de mudar "muito" as cores na hora de "criar" a logo do shopping. Uma vez resolvi entrar em contato com a empresa que criou esta logo para o shopping e perguntei como tinha sido criada a marca, de onde surgiu a idéia e se tinham um manual de identidade visual para fazer as diversas aplicações da marca nas diversas mídias. A empresa que criou, uma grande agência de publicidade daqui da região, não sabia explicar como foi criada a marca e afirmaram que não possuiam um manual para a marca. Esta agência também afirmou que não era mais ela a responsável pela marca do shopping, pois a conta tinha sido passada para outra agência que "refez" a marca (mudaram a perspectiva da letra, que antes era a mesma da logo do Nintendo 64 para esta perspectiva atual E mudaram o nome de Florianópolis Shopping para Floripa Shopping). Entrei em contato com esta segunda agência (outra grande agência da região) e eles não me responderam.

Pesquisando ainda mais, descobri outra "fonte de inspiração" da marca. Alguém aí se lembra de uma banda dos anos 80 chamada de Foreigner? Banda de clássicos como "I want to know what love is".

Acredito que não preciso falar muito mais sobre como não criar uma identidade visual, os exemplos falam por si só. Aos meus fiéis leitores, deixo este espaço aberto para discussão do assunto e até mesmo sugestões de outros exemplos como este para discutirmos e mostrarmos para todos.

Quem tiver algum outro exemplo, pode mandar diretamente para o meu e-mail ou em comentários no blog.

Gostaria também de salientar que este é um blog democrático e está sempre aberto a um direito de resposta pela parte citada no assunto do blog.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

DICAS - Quanto cobrar por um serviço de Design [2]

Esta semana eu fui dar uma olhada nos comentários dos meus posts antigos e vi que tinha muitos comentários "novos" no post sobre quanto cobrar pelo serviço de design. A grande maioria pedindo para eu enviar a tabela de honorários da ADG novamente porque o servidor onde ela estava não está mais funcionando.


Antes de mais nada, gostaria de pedir desculpas para o pessoal que me pediu por ela a muito tempo atrás, mas eu realmente não tinha visto. Agora que eu vi, vou corrigir o meu erro disponibilizando a tabela em um novo servidor (e eu espero que desta vez ele não saia do ar ;)). Quem quiser novamente a tabela, basta clicar aqui e fazer o download da mesma.

Aproveito o post para lembrar também que esta tabela é apenas para ser usada como uma base de preços e não necessariamente ser seguida a risca, pois o mercado muda de região para região e o designer deve saber quando alterar os preços de cliente para cliente.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Como apresentar um trabalho de Design


Semana passada fui contratado para elaborar a Identidade Visual de uma nova Agência de Publicidade que um amigo meu lá do Ceará está montando, a Asgard - Ideias Criativas. E enquanto estava elaborando e desenvolvendo idéias, senti que precisava criar uma forma de apresentar o trabalho para o cliente, não só pelo fato de que o meu escritório é aqui em Florianópolis e o cliente é lá do Ceará, mas sim porque a apresentação tem uma importância muito grande no relacionamento designer x cliente, por isso não pode ser algo feito "na coxa".

Pode parecer que o que estou falando é algo que todos já sabem, mas não é. Cansei de ver por aí os ditos "profissionais" apresentarem os seus projetos das maneiras mais bizarras possíveis, apresentações que assustam o cliente e fazem ele pensar duas vezes antes de contratar um designer. Dependendo de como o profissional fizer a sua apresentação, o cliente pode pensar "pô, isso até eu faço em casa, não tem porque pagar o que ele está cobrando". O profissional de design deve conquistar o cliente na apresentação do projeto e se ele conseguir isso, pode ter certeza que será chamado para muitos outros projetos que o cliente tenha, além dele indicar o profissional sempre que puder.

Outra coisa que é de extrema importância, o profissional não pode dar ao cliente muitas opções, pois na maioria das vezes ele não sabe o que quer, e se ver muitas opções, geralmente vai querer um pouco de cada opção, dando um trabalho do cão para o profissional fazer uma nova opção que parecerá uma colcha de retalhos. Ele deve lembrar também de sempre mostrar o PORQUE de cada elemento gráfico do projeto e ter certeza de que o cliente entendeu a mensagem que o designer quis passar.

Acho que era isso o que eu tinha para falar sobre o assunto, vamos ao que interessa então. Aqui você pode olhar um exemplo de apresentação que eu fiz para a Asgard, e aqui um outro exemplo de apresentação, que fiz dois anos atrás para outro cliente.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

DICAS - A Cabeça de Steve Jobs

Depois de meses sem atualizar, finalmente uma nova atualização, desta vez com a dica de um livro super interessante, A Cabeça de Steve Jobs, da editora Agir. O livro é uma biografia sobre Steve Jobs, o controverso CEO da Apple, que com atitudes ditas radicais, tirou a Apple da inevitável falência e a tornou uma das marcas mais importantes da atualidade.

O autor do livro é Leander Kahney, que é o editor da revista eletrônica 
Wired.com e principal colaborador do blog Cult of Mac (www.cultofmac.com).

O livro mostra a história de Steve mostrando seu método de trabalho dentro e fora da Apple. Para os designers o livro é muito interessante porque ele dedica um capítulo inteiro mostrando a importância que Jobs dá ao design para os seus produtos, indo desde a embalagem até o produto final, cuidando de todos os detalhes, para que os usuários dos seus produtos tenham toda uma experiência desde o momento em que abre a embalagem até o momento em que começa a usar os produtos da Apple, tornando-os produtos tão adorados pelos seus usuários.

Para terem idéia da importância do design dentro da apple, selecionei dois pequenos vídeos que mostram a importância do mesmo para a empresa. O primeiro vídeo mostra Jonathan Ive, um dos principais designers da Apple, falando sobre o processo de criação do macbook air, enquanto o segundo vídeo é uma paródia feita pela Microsoft mostrando como seria a embalagem do iPod se este fosse feito pela Microsoft ao invés da Apple.






O Livro está a venda pelo site da Saraiva, para adquirí-lo, basta clicar aqui
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segunda-feira, 14 de julho de 2008

DICAS – Banco de Imagens


O Blog Designmania completou no mês passado um ano de existência, e em setembro estaria completando um ano sem publicação... Pois é que vergonha, eu admito, mas para corrigir este erro, segue aqui uma nova atualização e a promessa de mais atualizações durante o ano.
Para comemorar o retorno das atualizações, vai uma dica bem legal (pelo menos eu acho bem legal ;) ) que é os famosos banco de imagens.

Muitas vezes o designer está com um projeto onde ele precisa usar uma imagem ou fotografia, como no caso de um folder, por exemplo. Ele então tem três saídas:

1) Tirar ele mesmo a foto;
2) Contratar um fotógrafo profissional;
3) Usar um banco de imagens.

É nessa hora que você me pergunta: “Mas Walter, quais são as vantagens e desvantagens de cada uma destas opções?”

Na primeira opção, obviamente você economiza $$, obviamente você estaria embutindo no orçamento do projeto o valor das fotos, mas não seria tão caro quanto um fotógrafo profissional. A desvantagem é que fotografia não é algo fácil de se fazer (não confunda aqui fotografia amadora, aquela que você tira no final de semana durante os churrascos de família, com fotografia profissional), para conseguir fotos boas você precisaria de tempo e paciência para obter o resultado, além de ter de fazer depois todo o tratamento.

Já na segunda opção, você tem como vantagem o fato de não precisar dedicar o seu tempo para as fotos e o tratamento na foto que será necessário é mínimo. Em compensação, o preço de um fotógrafo profissional não é barato não.

O Banco de imagens funciona que nem o fotógrafo profissional, pois economiza tempo e ainda por cima a maioria das fotos já vêm com um tratamento feito, sendo necessário somente um ou outro tratamento para se adequar ao projeto desenvolvido. No banco de imagem você tem duas formas de adquirir as imagens necessárias, a primeira é comprando a imagem avulsa pelo próprio catálogo do banco de imagens, a outra forma é comprando o cd com várias fotos (por tema ou temas variados). A vantagem do banco de imagem é que uma vez comprada a imagem, você pode usá-la a vontade. Um banco de imagem muito bom é o KEYSTONE.

Mas o que poucos sabem é que existem bancos de imagens gratuitos, isso mesmo, você não paga nada pela imagem. Alguns sites de banco de imagens pedem somente que você dê os créditos da foto ou imagem utilizada, outros nem isso. A vantagem que tem aí além da economia de tempo é a economia de $$, o que é muito importante para alguns designers. Muitas vezes não tem como embutir no projeto o valor pela imagem e mesmo assim o uso de uma imagem é extremamente necessário, é nessas horas que o designer pode usar o banco gratuito de imagens para salvar a sua pele. Um bom banco de imagens (e que eu uso com freqüência) é o STOCK.XCHNG, onde tem fotos gratuitas e de boa qualidade para profissionais usarem em seus projetos.

O banco de imagem gratuito é uma boa alternativa para o profissional que não tem como pagar pelo uso de uma ou mais imagens, mas esta é uma alternativa que deve ser usada somente em casos assim, afinal assim como o profissional de design gosta de receber pelo seu trabalho, o fotógrafo também gosta ;).

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Branding - O Poder da Emoção: O Caso Parmalat


Em 1996 a Parmalat lançou no mercado a campanha intitulada "mamíferos parmalat", onde apareciam diversas crianças (entre 03 e 04 anos de idade) vestidos com roupas de pelúcia simulando alguns animais como leão, ovelha, porco, vaca, elefante, rinoceronte, cachorro, gato e outros. Na propaganda tocava uma música enquanto ia mostrando os "bichinhos" que dizia o seguinte:


"O Elefante é fã de Parmalat
O Porco cor de rosa e o Macaco também são
O Panda e a Vaquinha só querem Parmalat
Assim como a Foquinha o Ursinho e o Leão

O Gato mia
O Cachorrinho late
O Rinoceronte só quer leite Parmalat

Mantenha o seu filhote forte “vamo” lá
Trate seus bichinhos com amor e Parmalat

Tomou?"



A propaganda foi um sucesso tão grande que gerou várias paródias e outras propagandas da série, sendo vinculada inclusive em outros países, como a China, tendo a sua própria versão dos mamíferos com animais da região.





Durante os dois anos seguintes,a Parmalat seguindo o sucesso da propaganda lançou uma promoção que virou febre em todo o país. Você juntando 20 códigos de de barras de produtos parmalat com mais R$8,00, poderia trocar por um bichinho de pelúcia da série "mamíferos" que vinha segurando junto uma caixinha de leite parmalat de pelúcia.

Esta promoção foi um estouro e a Parmalat teve de aumentar a produção dos bonecos de 300 mil unidades para 15 milhões. No dia 05 de maio de 1998, foram distribruidos 500 mil bichinhos, sendo considerada a maior troca de "brindes" já feita no país. Depois desta promoção, a empresa se consolidou como uma das três maiores de produtos alimentícios no Brasil, tendo um aumento de faturamenteo de R$ 38 milhões, para R$ 1,87 bilhão por ano.*

No dia 30 de agosto de 2007, a Parmalat lançou a sua nova campanha para anunciar a nova linha de produtos. Para isso ela se utilizou do sucesso adquirido com os mamíferos e resolveu coloca-los novamente nas telas, mostrando o crescimento saudável que tiveram nestes dez anos tomando produtos da linha Parmalat. Para isso, foram chamados novamente todas as crianças que interpretaram os animais originais em 1996 para reviverem os seus papéis na nova propaganda, onde aparecem tentando colocar as roupas originais, que obviamente não servem mais neles.



A música original da propaganda ganhou uma nova versão, mostrando como as crianças cresceram saudavelmente. A parmalat lançou também um hotsite para promover melhor a campanha, disponibilizando papéis de parede com os "mamíferos" e em breve novas diversões e informações para os usuários.

Este é um ótimo exemplo de Branding, onde o cliente está sendo pego pela emoção. Conversando sobre a propaganda com alguns conhecidos, muitos disseram que ao ver a nova propaganda na mídia, quase choraram.

O site Portal da Propaganda traz um artigo falando melhor e junto um vídeo de uma entrevista
exclusiva feita com João Audi, presidente da Parmalat, onde ele fala do intuito planejado para esta nova campanha.


*Informação retirada do site Correio Web

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

O que é Marca?

Comemorando o marco de exato um mês sem publicação, resolvi fazer uma breve atualização tentando mostrar o significado do termo marca. Muitos acreditam que marca é a simples representação visual ou representação gráfica de determinada empresa ou produto. Afirmar isso é errado, visto que marca compreende muito mais do que a representação gráfica de algo, para essa representação, dá-se outro nome, identidade visual.

Então para entender melhor o que é cada um, vou tentar definir (com alguma ajuda bibliográfica, é claro) o que significa realmente cada um destes termos e outros que vão aparecer.

Uma identidade visual é a representação gráfica do nome de um produto, empresa ou serviço. Essa representação pode ser aplicada na forma de um desenho (como a concha da Shell), de um logotipo (como no caso da Coca-Cola) ou da junção dos dois (como por exemplo a identidade da Petrobrás) e deve funcionar em uma série de aplicações como papelaria, cartazes, folhetos, embalagens, etc.

Muitos confundem uma identidade visual também como sendo logomarca. Este é um termo errado que acaba sendo muito utilizado por profissionais da área como forma de explicar melhor para os mais leigos o que seria uma identidade visual, mais especificamente como sendo uma identidade visual que possui um símbolo e um logotipo.

Mas Walter, se isso tudo que eu aprendi durante a minha vida toda não é marca, o que diabos é uma marca???

Vou colar aqui embaixo uma definição retirada do livro Branding - Um manual para você criar, gerenciar e avaliar marcas:

"Podemos dizer que é a união de atributos tangíveis e intangíveis,
simbolizados num logotipo, gerenciados de forma
adequada e que
criam influência e geram valor. Trata-se de um sistema integrado
que promete e entrega soluções desejadas
pelas pessoas."

Ou seja, a marca é mais que a sua representação gráfica, ela abrange toda informação (seja ela visual ou não) que o seu usuário vai receber, como uma boa forma de atendimento, um bom projeto de cunho social, ecológico, ou outro, conceitos que vão atingir o emocional do consumidor. Ou como diz o meu professor, uma boa marca hoje em dia não é aquela que só identifica o produto, mas sim aquela que emociona.

Referências Bibliográficas:

ADG. Glossário de Termos e Verbetes utilizados em Design Gráfico. São Paulo: ADG, 1999

MARTINS, João Roberto. Branding. Um Manual para você criar, gerenciar e avaliar marcas. São Paulo: Global Brands, 2006.

sábado, 14 de julho de 2007

DICA QUENTE - Cor

Pense rápido: Qual a sua cor preferida?

OK, pensou? Legal, mas você sabe os significados que a sua cor preferida podem passar?

Não? Então lá vai uma dica super legal para quem quiser descobrir os significados da cor preferida e de outras cores também.

O site color in motion é um site bem divertido e interativo que fala um pouco sobre as cores, apresentando-as como estrelas de filme onde vc pode ir interagindo diretamente com elas.

Infelizmente o site só tem versão em
inglês e em espanhol, mas isso não tira a sua magia e simplicidade de navegação, que permite que qualquer um possa navegar pelo site sem nenhuma dificuldade.

Quem sabe você consiga então entender depois de conhecer os significados de cada cor o por que de se identificar tanto com a sua cor preferida.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

DICAS - Nomes para empresas (2)

Percebi que muitos do que entram neste blog têm procurado por artigos sobre como criar nomes para empresas.

Por este motivo resolvi fazer este breve post complementando o que disse no outro post sobre este assunto.

As dicas publicadas aqui foram retiradas do livro "Grandes Marcas, Grandes Negócios", de João Roberto Martins. Além deste livro, ele escreveu também o livro "Branding", que é uma boa dica para quem quer construir desde o início uma marca de força no mercado. Ambos os livros estão disponíveis para download no próprio site da Global Brands, empresa da qual J.R. Martins é fundador.

terça-feira, 10 de julho de 2007

DICAS - Quanto Cobrar por um serviço de design

Hoje a dica é basicamente voltada para o profissional de Design que não sabe quanto cobrar pelo seu serviço. Acredito que se não todos, pelo menos a grande maioria dos profissionais de design já se perguntaram várias vezes quanto devem cobrar pelo seu serviço, pelo menos eu me incluo neste bolo, hehe.

Mas voltando ao foco principal que é a pergunta "quanto cobrar pelos serviços de design?"
Pensando nisso, a ADG Brasil (Associação dos Designers Gráficos) criou alguns anos atrás uma tabela de honorários que teoricamente resolve essa dúvida que "11 entre cada 10 designers[1]" possuem. Mas como assim a dúvida é resolvida apenas teoricamente? Simples, não podemos considerar a tabela como valores absolutos, muitos fatores podem e VÃO mudar os valores da tabela, como por exemplo o mercado de trabalho em que cada profissional vive.

A própria ADG afirma que não tem a intenção de estipular valores absolutos para todos os profissionais de design ao criar a tabela, conforme podemos ver no texto abaixo:

"Esta tabela foi elaborada como instrumento norteador de preços para projetos de design gráfico padrão com base em preços praticados por associados (atuantes emestruturas de diversos portes, devidamente legalizadas, com respectivos encargos etarifas) da ADG Brasil em São Paulo - de uma forma geral, a região mais desenvolvidaeconomicamente e em termos de variedade de segmentos do mercado de design gráfico.Como as características sócio-econômicas variam de região para região neste nossoimenso e nem sempre equilibrado país, é bastante provável que mesmo com as flutuaçõesde mercado e inflação, haja discrepância entre o que era cobrado em São Paulo em 2002e o que costuma ser cobrado hoje em cenários diferentes. É intenção da ADG Brasil aconstante atualização e ampliação desta tabela REFERENCIAL - ou seja, do que já é cobrado pelos escritórios -, levando em conta as diferentes realidades do país."
(Retirado do site da ADG BRASIL)

Outro fator muito importante que temos de levar em conta é que em muitos locais o mercado do Design ainda não é forte o suficiente e tem de competir com um forte mercado de "Pseudo Designers" (geralmente são aquelas pessoas que acham que basta saber num software de edição e criação de imagens para serem chamados de designers - em breve falarei sobre isso)
e das "gráficas express" que cobram R$15,00 e mais uma coxinha pela criação de um serviço que vale pelo menos 50 vezes o valor cobrado.

Quer dizer então que num local assim eu devo cobrar R$10,00 e mais dois kibes, Walter? Não, é claro que não, neste caso, o profissional de design tem que usar seus conhecimentos e mostrar as vantagens e o motivo pelo qual o cliente está pagando R$ 500,00 reais em um serviço que lá na esquina é feito por R$15,00, lembrem sempre os seus clientes de que muitas vezes o barato sai caro.

Quem quiser a tabela de honorários da ADG, basta clicar aqui, lembrando que estes valores não são fixos, eles pertencem a uma realidade que pode não ser a sua, use-os apenas como base para criar os valores que mais se adequarem ao mercado em que você está inserido.


[1] Dados apenas ilustrativos, pilhas não incluidas.

terça-feira, 3 de julho de 2007

ESTILOS - A Art Déco.

Estou iniciando aqui uma seção onde falarei de alguns movimentos artísticos e de design que tiveram os seus estilos marcados na lembrança da humanidade. Para começar, falarei um pouco sobre o estilo Art Déco e suas características.

Na verdade o Art Déco não é um movimento artístico, mas sim um estilo que afetou a arquitetura, as artes plásticas e o design durante as décadas de 1920 e 1930. Este estilo foi fortemente influenciado pela arte não-ocidental, principalmente as da África e do Egito. O estilo deve seu nome à Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas (em francês: Exposition Internacionale dês Arts Décoratifs et Industriels Modernes), realizada em Paris no ano de 1925.

Suas principais características são a interação de formas geométricas, padrões abstratos de zigue-zagues, asnas e refulgências executadas em cores brilhantes e o uso do bronze, marfim e ébano.

O estilo não ficou restrito apenas aos ricos, pois seus artistas usavam muitos materiais novos e baratos como a baquelita, fazendo seus objetos tornarem-se populares e de fácil acesso ao povo com uma decoração moderna e simples sem abrir mão do requinte, diferenciando da Art Nouveau que possuía obras mais rebuscadas.

A arquitetura externa dos prédios, bem como seus interiores suntuosos, desempenhou um papel importante na popularização do estilo Art Déco. Em Nova Iorque, o maior monumento à arquitetura Art Déco é o Edifício Chrysler, de William Van Alen. Esse arranha-céu expressa o glamour da Art Déco tanto em sua decoração interna e externa quanto nas formas. Os pináculos semicirculares foram revestidos com metal Nircosta para criar superfícies que lembrassem a platina (metal preferido da joalheria contemporânea). Outros Exemplos da arquitetura Art Déco, é o Edifício Empire State e o Rockefeller Center, também em Nova Iorque.

Muitos designers famosos, que haviam feito nome com produtos no estilo Art Nouveau, adaptaram seus designs ao novo visual. René Lalique, por exemplo, deixou suas jóias de aparência tipicamente orgânica e passou a confeccionar peças Art Déco em vidro, inclusive emblemas de carros, vidros de perfumes e estatuetas.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

DICAS - Como Criar Um Nome Para a Sua Empresa.

Na hora de criar uma empresa e sua marca, deve-se tomar um cuidado especial na hora de escolher o seu nome, pois ele vai ser um dos fatores decisivos para tornar a sua marca em uma marca de sucesso ou não.

Em tempos antigos, por não haver uma grande concorrência, as cidades serem menores e os relacionamentos estarem condicionados a condiança e experiências pessoais fez com que se tornasse extremamente comum que as pessoas dessem os seus próprios nomes aos seus negócios, pois era uma forma mais simples de estabelecer uma boa comunicação com consumidores e fornecedores.

Mas o mundo mudou, e fazer uma fusão exagerada da identidade do dono com a identidade do produto ou serviço não é mais o melhor caminho para a criação de uma marca, até porque pode ser que uma hora o dono não estará mais no controle da empresa, deixando a cargo de outros profissionais, qualificados ou não, quebrando a identificação que os usuários do produto ou serviço tinham com o dono da empresa.

Além do próprio nome, é também muito comum que as pessoas coloquem o nome do produto ou serviço junto do próprio nome ou de forma independente. É comum encontrarmos por aí inúmeras empresas com nomes como Plastifulano, Eletrociclano e assim por diante. Se você pensou em utilizar este recurso, lembre-se que assim como você achou fácil este nome, vários dos seus concorrentes também acharam e com certeza já estão utilizando, basta olharmos ao nosso redor...

Encontrar um bom nome realmente não é uma tarefa fácil, na verdade ela depende também da sua sorte, iniciativa ou da quantidade de dinheiro que se tem para gastar com uma consultoria especializada. Existem hoje em dia, empresas de consultoria especializadas que podem cobrar até um milhão de dólares para desenvolver um novo nome e, acredite, muitas empresas pagam por isso.

O autor João Roberto Martins, em seu livro "Grandes Marcas Grandes Negócios" nos lembra algumas dicas de como fazer para quem não tem ou não quer gastar uma enorme quantia do capital destinado à criação da marca.

01) Para começar, selecione os 10 nomes que você julgar melhor;

02) Assim que terminar a seleção, pegue esta lista e jogue fora, pois se você os achou interessante, provavelmente os seus concorrentes também já pensaram neles e já estão utilizando;

03) Na falta de recursos financeiros para contratar uma empresa especializada, Troque idéias com amigos (não incluir familiares e sócios) sobre os seus planos e objetivos, dizendo quais são os diferenciais que você possui;

04) Peça que cada um deles escreva três sugestões de nomes e, em seguida analise e descarte os nomes repetidos, refletindo sobre as qualidades dos nomes que restaram;

05) Entregue-os a um agente de propriedade industrial para que façam a busca de viabilidade de registro junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), especificamente para investigar se alguém não terá registrado os mesmos nomes (ou assemelhados) nas classes pretendidas de atuação.

Se no final o nome que sobrar for registrável, você já está na metade do caminho. Mas se mesmo depois de todo este processo não surgir nenhum resultado, parta para a tentativa de criar algo novo que seja realmente original. É bom ter desde o início um cuidado especial com o tamanho do nome, ninguém vai se lembrar de um nome extenso e complicado e, acredite, se não souberem fala-lo e/ou memoriza-lo, ninguém irá se preocupar com isso. João Roberto Martins, ainda no seu livro Grandes Marcas Grandes Negócios elaborou um roteiro simples e eficaz para criar um nome. Ao seguir este roteiro, as chances de se errar na criação de um nome se tornam muito menores do que fazer simplesmente ao acaso.

01) Faça-o curto. Um bom nome deve ser fácil de memorizar. Se as pessoas não tiverem facilidade em memorizar o seu nome, elas não irão fazê-lo. Nomes extensos como Pão de Açúcar, Semp-Toshiba, Sonho de Valsa, Diamante Negro, dentr outros, pertencem a uma época em que havia mais tempo, espaço e oportunidades para ocupar as mentes dos consumidores. Pense no motivo do porquê General Motors é reconhecida como GM, a Hewlett Packard como HP ou a cidade do Rio de Janeiro sendo mundialmente conhecida como Rio;

02) Faça-o simples. Ninguém tem tempo ou paciência para aprender a pronúncia e memorização de nomes complicados e difíceis de falar. Casos como Hewlett Packard, Electrolux, Gessy Lever, Ernst & Young, dentre outros, perdem em simplicidade quando comparados a Arno, Sadia, Ceval, Caloi, Romi, Ambev, Itaú, BBC, TAM, Gol, Nike, etc. Costuma-se gastar muito tempo e dinheiro para impor um nome que seja complicado, especialmente com os altos custos envolvidos na comunicação de massa;

03) Esqueça os jargões. Nomes como Cia. Brasileira de Distribuição, Petrõleo Brasileiro S/A, Mecânica Pesada, Companhia Vale do Rio Doce, American Express, dentre outros são históricos e relevantes, mas soam atualmente muito impessoais, cujo estilo pode gerar baixa simpatia junto aos consumidores. Alem disso você terá que gastar muito dinheiro quando alcançar o sucesso, apenas para explicar o que o seu nome significa ou representa para aqueles que não o conhecem (ou consomem);

04) Evite as tendências. Tendências não duram e tampouco nomes tendenciosos. Houve uma época em que a moda era dar nomes "pseudo-latinos" a quase tudo que se encontrava pela frente. Assim temos uma infinidade de marcas terminadas em "us" (Lexus, Taurus, Nexus, etc.), "is" (Atlantis, Novartis, etc.) ou "a“ (Zeneca, Meca, etc.);

05) Pense no futuro. Em alguns anos as novas tecnologias e a desregulamentação total dos mercados irão provavelmente levá-lo a um ambiente econômico totalmente novo. Seja qual for o seu negócio hoje, o seu nome deve crescer com você e adequar-se às novas possibilidades ou versões do seu negócio. Nomes restritos como Perfumaria Fulano, Banco Tal ou Telefonia Beltrano restringem as novas possibilidades, gerando gastos futuros com as adequações;

06) Evite acentuações. A língua portuguesa é uma das mais belas e complexas do mundo. Nosso idioma pode comportar inúmeros significados para uma mesma palavra, ato multiplicado pela conjunção de palavras e as diferentes formas de acentuação. Assim, "vovó" e "vovô" tem aplicações absolutamente diferentes conforme o acento aplicado na última vogal. Tente fazer com que um americano ou espanhol pronuncie e entenda as diferenças, e você já terá perdido um tempo precioso de negociação para exportar o seu produto ou serviço. Lembre-se do provável impacto da globalização para a sua marca...

Lembre-se também de focar os benefícios do produto, e não a sua tecnologia. Ninguém quer saber como funciona um telefone, mas sim quais os benefícios que ele vai proporcionar na sua vida. O nome deve sempre comunicar de alguma maneira o benefício que o produto ou serviço traz para o seu consumidor.

O nome é o bem mais precioso e valioso que você tem. Tudo pode mudar, mas, pelo seu nome, as pessoas saberão quem você é e onde pode ser encontrado. Um nome adequado pode fazer muito mais do que apenas “carimbar” a sua porta, cartão de visitas ou um talão de notas fiscais. Pense nisso na hora de criar o nome para a sua empresa.

terça-feira, 26 de junho de 2007

O Que é Design?

Hoje em dia podemos encontrar a palavra Design em qualquer esquina que cruzamos, ela está tanto no salão de beleza dos auto-intitulados Hair designers quanto nos grandes escritórios de design. O fato é que esta palavra com o tempo passou a agregar valor ao produto que carrega o termos design no seu nome. O problema é que nem sempre um produto que “contenha” design realmente tenha design, mas então como distinguir se um produto possui design ou não? Afinal, o que é design?

O termo design refere-se à concepção de uma solução prévia para um problema. Mas em uma acepção mais específica, design se refere à profissão da pessoa que projeta. Como tal, tem diversas especializações, de acordo com o tipo de coisa a projetar.

Design é, portanto, um esforço criativo através do qual se projetam todo tipo de coisas, incluindo utensílios, vestimentas, peças gráficas, livros, máquinas, ambientes e (recentemente) também interfaces de programas.

As especializações mais comuns são o design de produto, design gráfico e o design de moda. O design está intimamente ligado às artes aplicadas, à arquitetura, e à engenharia, mas a concorrência profissional muitas vezes leva à animosidade entre essas áreas.

Segundo o teórico de design, Gui Bonsiepe, design consiste no "domínio no qual se estrutura a interação entre usuário e produto, para facilitar ações efetivas". Para o autor, todo design é design de interfaces, no sentido em que o designer não vai projetar a forma de funcionamento do produto (tarefa da engenharia, programação, entre outras áreas de desenvolvimento), mas a interação do produto com o usuário.

Em inglês, a palavra design pode ser usada tanto como um substantivo quanto como um verbo. O verbo refere-se a um processo de dar origem e então desenvolver um projeto de algo, que pode requerer muitas horas de trabalho intelectual, modelagem, ajustes iterativos e mesmo processos de re-design. O substantivo se aplica tanto ao produto finalizado da ação (ou seja, o produto de design em si), ou o resultado de se seguir o plano de ação, assim como também ao projeto de uma forma geral.

O termo inglês é bastante abrangente, mas quando os profissionais o absorveram para o português, queriam designar somente a prática profissional do design. Era preciso, então, diferenciar design de drawing (ou seja, o projeto diferente do desenho), enfatizando que a profissão envolvia mais do que a mera representação das coisas projetadas.

No Brasil, com a implementação do primeiro curso superior de design, por volta da década de 50, adotou-se a expressão "desenho industrial", pois à época era proibido o uso de palavras estrangeiras para designar cursos em universidades nacionais. A disputa sobre uma nomenclatura para a profissão se estendeu por décadas. Atualmente tanto a legislação do MEC para cursos superiores quanto várias associações profissionais usam o termo inglês.

O já citado Vilanova Artigas tentou resolver a questão propondo a palavra desígnio como sendo a tradução correta de design, pois dessa forma, este apresentaria diferenças do simples "desenho". Apesar de ser desenho, o design possuiria algo mais: uma intenção (ou desígnio). Entretanto, apesar das pesquisas realizadas pelo arquiteto, sua proposta não foi adotada. Porém, Artigas considera legítimo também o uso da palavra "desenho" como tradução de design, devido ao seu contexto histórico: Artigas explora os significados da palavra desenho e vai até o Renascimento, quando o desenho possuía um conteúdo mais abrangente que o mero ato de rabiscar.

Outra proposta de nomenclatura era o neologismo projética, proposto por Houaiss, que também não foi adotada.

Na filosofia o substantivo abstrato design refere-se a objetividade, propósito, ou teleologia. O conceito é bastante moderno, e se interpõe entre idéias clássicas de sujeito e objeto. O design é então oposto a criação arbitrária, sem objetivo ou de baixa complexidade.

Como podemos ver, não é fácil achar um significado exato para o termo design, pois existem diversos fatores que podem modificar o seu significado. Tomando como conceito de design o estipulado por Bonsiepe, pretendo fazer neste blog análises de diversos trabalhos de design gráfico, sejam eles bem feitos ou não.